26/08/2008 Aguardar a correspondência, sem a garantia de recebimento, é a realidade enfrentada por muitos moradores da capital baiana. O líder comunitário Gil Sacramento deixa claro que essa situação é comum, pois mora numa área que ainda não foi mapeada. A desorganização na delimitação de bairro é a responsável pela confusão. Ele mora na Chapada do Rio Vermelho, também chamado de Nordeste de Amaralina. A sua conta de telefone e as faturas dos cartões de crédito têm dois endereços diferentes, o que possibilita os atrasos na entrega das correspondências e algumas vezes até o extravio. O problema de Gil terá solução quando o Projeto de Delimitação de Bairros entrar em vigor.
Novos traçados - Com o objetivo principal de rever e atualizar os limites de bairros e construir uma unidade de referência para a gestão municipal, o Projeto Delimitação de Bairros, é coordenado pela Faculdade de Administração da Ufba, em parceria com a Prefeitura de Salvador e diversas Secretarias: Seplan (Secretaria de Planejamento); Cades (Coordenadoria das Ações de Desenvolvimento Regional) e da Conder (Companhia de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Salvador).
Segundo Mariza Zacarias, assistente social e uma das representantes da equipe do projeto, “a capital poderá ter uma lei de bairro atualizada, correspondendo a real dinamicidade da vida urbana”. O trabalho favorecerá a gestão pública com um planejamento estratégico fiel às necessidades do cidadão. Os dados vão servir para o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esse será um dos importantes resultados do projeto.
O trabalho vem sendo nas comunidades e conta com as seguintes etapas: reconhecimento da área pesquisada e sua estrutura e implementação de políticas públicas para a cidade, além de padronizar o endereçamento e identificar as malhas existentes. Os critérios técnicos para delimitar os bairros são: os sentimentos de pertencimento do morador e concentração de equipamentos e serviços urbanos como: sistema viário e acessibilidade, escolas, unidades de saúde e via coletora.
Joelma Paim, moradora da Estrada da Rainha, entre o Barbalho e a Lapinha, prefere manter as coisas como estão: “Como eu gosto do Barbalho, me acho no direito de escolher o meu endereço. Para mim, a delimitação imprecisa me dá liberdade de dizer que moro no bairro de minha preferência”.
Na primeira etapa, o projeto será apresentado aos representantes das Administrações Regionais. Na segunda etapa, acontecerá a mobilização da comunidade com distribuição de convites para os moradores. A etapa seguinte consiste em reuniões nas Regionais Administrativas - RA’s, com a comunidade e técnicos envolvidos para a apresentação do projeto.
Durante as reuniões são formados subgrupos de estudo dos mapas e identificados pelos representantes comunitários os limites dos bairros. Quando houver divergências será feita uma pesquisa de campo. E na quinta e última etapa, acontece à reunião de retorno para apresentação do resultado da pesquisa. A conclusão dos trabalhos dos técnicos está prevista para o fim de 2008, porém será consolidado mediante a aprovação na Câmara dos Vereadores transformando-se em lei municipal.
Para Wilson Oliveira, morador do Centro, é importante participar da construção dos novos traçados da cidade. “Com este projeto acontece a promoção de algumas localidades a bairros por atender a critérios estabelecidos, valorizando determinadas áreas onde os moradores vão poder receber suas correspondências com um endereço padronizado”.
Segundo Mariza Zacarias, assistente social e uma das representantes da equipe do projeto, “a capital poderá ter uma lei de bairro atualizada, correspondendo a real dinamicidade da vida urbana”. O trabalho favorecerá a gestão pública com um planejamento estratégico fiel às necessidades do cidadão. Os dados vão servir para o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esse será um dos importantes resultados do projeto.
O trabalho vem sendo nas comunidades e conta com as seguintes etapas: reconhecimento da área pesquisada e sua estrutura e implementação de políticas públicas para a cidade, além de padronizar o endereçamento e identificar as malhas existentes. Os critérios técnicos para delimitar os bairros são: os sentimentos de pertencimento do morador e concentração de equipamentos e serviços urbanos como: sistema viário e acessibilidade, escolas, unidades de saúde e via coletora.
Joelma Paim, moradora da Estrada da Rainha, entre o Barbalho e a Lapinha, prefere manter as coisas como estão: “Como eu gosto do Barbalho, me acho no direito de escolher o meu endereço. Para mim, a delimitação imprecisa me dá liberdade de dizer que moro no bairro de minha preferência”.
Na primeira etapa, o projeto será apresentado aos representantes das Administrações Regionais. Na segunda etapa, acontecerá a mobilização da comunidade com distribuição de convites para os moradores. A etapa seguinte consiste em reuniões nas Regionais Administrativas - RA’s, com a comunidade e técnicos envolvidos para a apresentação do projeto.
Durante as reuniões são formados subgrupos de estudo dos mapas e identificados pelos representantes comunitários os limites dos bairros. Quando houver divergências será feita uma pesquisa de campo. E na quinta e última etapa, acontece à reunião de retorno para apresentação do resultado da pesquisa. A conclusão dos trabalhos dos técnicos está prevista para o fim de 2008, porém será consolidado mediante a aprovação na Câmara dos Vereadores transformando-se em lei municipal.
Para Wilson Oliveira, morador do Centro, é importante participar da construção dos novos traçados da cidade. “Com este projeto acontece a promoção de algumas localidades a bairros por atender a critérios estabelecidos, valorizando determinadas áreas onde os moradores vão poder receber suas correspondências com um endereço padronizado”.
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