terça-feira, 28 de abril de 2009

Projeto incentiva o uso do software livre

24/04/2009


A lógica de mercado do software proprietário amarra o mercado a soluções empacotadas, que além de pouco versáteis escravizam o comprador àquela solução permanentemente, sem permitir o desenvolvimento da tecnologia e conhecimento. Através do software livre é possível disponibilizar sistemas operacionais com mais qualidade, abertos para a comunidade, com acesso legal à tecnologia da informação de maneira mais eficiente e sem custo. É antes de tudo a possibilidade da liberdade de escolha, ou seja, poder decidir quais ferramentas eu se quer ou se pode utilizar para solucionar determinado problema.

Com o objetivo de fomentar o uso e a produção de software livre na Bahia, além de desenvolver políticas e estratégias de uso focando a inclusão digital, surgiu o Projeto Software Livre Bahia (PSL-BA). Um movimento aberto que busca, através da força cooperativa, disseminar na esfera estadual os ideais de liberdade difundidos pela Fundação Software Livre (FSF) , possibilitando a democratização do acesso à informação, através dos seus recursos, auxiliando também a liberdade de escolha.

“O projeto tem como objetivo incentivar as pessoas a utilizarem o software livre”, diz Grazieno Pellegrino, cooperante da iniciativa. “Ele pode ser duplicado e armazenado em disquetes, discos rígidos (hd) e cds, e sua cópia pode ser transportada de um computador para o outro, desde que estejam conectados em rede, fácil de operar e adaptável a qualquer programa de computador”.

Empresas e instituições de médio e grande porte já utilizam o software livre como, por exemplo, a Secretaria Municipal da Comunicação do Salvador (Secom), auxiliada pelo gestor de núcleo de tecnologia da informação, Marcelo Farias de Souza. De acordo com ele “a Secretaria utiliza ferramentas livres devido à necessidade de aperfeiçoar a máquina pública com a contenção de despesas, aumentando o know-how dos profissionais de tecnologia e permitindo desenvolver novas aplicações”.

O PSL-BA é formado pela articulação de pessoas que se organizam no site via lista de discussão e atuam em instituições públicas e privadas. Além disso, não é subordinado a nenhuma entidade ou grupo social e não estabelece hierarquia formal na sua estrutura interna. O trabalho é voluntário apesar de existir prestação de serviços remunerada, através de consultorias com a finalidade de desenvolver o software.

Contribuindo com a ciência, tecnologia e cultura, que são bases fundamentais reconhecidas para o desenvolvimento social atrelado ao desenvolvimento econômico, o PSL-BA empreende ações de discussão, difusão e efetivação da liberdade da informação e do conhecimento, almejando a conscientização e constante evolução de toda a sociedade.

Onde você mora, onde você foi morar

26/08/2008

Aguardar a correspondência, sem a garantia de recebimento, é a realidade enfrentada por muitos moradores da capital baiana. O líder comunitário Gil Sacramento deixa claro que essa situação é comum, pois mora numa área que ainda não foi mapeada. A desorganização na delimitação de bairro é a responsável pela confusão. Ele mora na Chapada do Rio Vermelho, também chamado de Nordeste de Amaralina. A sua conta de telefone e as faturas dos cartões de crédito têm dois endereços diferentes, o que possibilita os atrasos na entrega das correspondências e algumas vezes até o extravio. O problema de Gil terá solução quando o Projeto de Delimitação de Bairros entrar em vigor.
Novos traçados - Com o objetivo principal de rever e atualizar os limites de bairros e construir uma unidade de referência para a gestão municipal, o Projeto Delimitação de Bairros, é coordenado pela Faculdade de Administração da Ufba, em parceria com a Prefeitura de Salvador e diversas Secretarias: Seplan (Secretaria de Planejamento); Cades (Coordenadoria das Ações de Desenvolvimento Regional) e da Conder (Companhia de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Salvador).

Segundo Mariza Zacarias, assistente social e uma das representantes da equipe do projeto, “a capital poderá ter uma lei de bairro atualizada, correspondendo a real dinamicidade da vida urbana”. O trabalho favorecerá a gestão pública com um planejamento estratégico fiel às necessidades do cidadão. Os dados vão servir para o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esse será um dos importantes resultados do projeto.

O trabalho vem sendo nas comunidades e conta com as seguintes etapas: reconhecimento da área pesquisada e sua estrutura e implementação de políticas públicas para a cidade, além de padronizar o endereçamento e identificar as malhas existentes. Os critérios técnicos para delimitar os bairros são: os sentimentos de pertencimento do morador e concentração de equipamentos e serviços urbanos como: sistema viário e acessibilidade, escolas, unidades de saúde e via coletora.

Joelma Paim, moradora da Estrada da Rainha, entre o Barbalho e a Lapinha, prefere manter as coisas como estão: “Como eu gosto do Barbalho, me acho no direito de escolher o meu endereço. Para mim, a delimitação imprecisa me dá liberdade de dizer que moro no bairro de minha preferência”.

Na primeira etapa, o projeto será apresentado aos representantes das Administrações Regionais. Na segunda etapa, acontecerá a mobilização da comunidade com distribuição de convites para os moradores. A etapa seguinte consiste em reuniões nas Regionais Administrativas - RA’s, com a comunidade e técnicos envolvidos para a apresentação do projeto.

Durante as reuniões são formados subgrupos de estudo dos mapas e identificados pelos representantes comunitários os limites dos bairros. Quando houver divergências será feita uma pesquisa de campo. E na quinta e última etapa, acontece à reunião de retorno para apresentação do resultado da pesquisa. A conclusão dos trabalhos dos técnicos está prevista para o fim de 2008, porém será consolidado mediante a aprovação na Câmara dos Vereadores transformando-se em lei municipal.

Para Wilson Oliveira, morador do Centro, é importante participar da construção dos novos traçados da cidade. “Com este projeto acontece a promoção de algumas localidades a bairros por atender a critérios estabelecidos, valorizando determinadas áreas onde os moradores vão poder receber suas correspondências com um endereço padronizado”.

ONG desenvolve projeto para inclusão social.

19/05/2008


A Organização Sócio-Ambientalista Joguelimpo aceitou o desafio de coordenar, no estado da Bahia, o maior Programa Ambiental Corporativo da Petrobrás – Projeto DE Olho No Ambiente, acontecendo em 56 comunidades espalhadas ao longo de 30 municípios, que consiste na construção de Agendas 21 Locais (é um plano de ação par o desenvolvimento sustentável par a comunidade com baixo índice de desenvolvimento humano).

O programa “De Olho No Ambiente” foi criado pela Petrobrás como uma proposta de desenvolvimento sustentável para comunidades de baixa inclusão social. O objetivo principal é apoiar essas comunidades, que estão em áreas de influência direta ou indireta das suas instalações industriais ou que sejam de importância estratégica para a empresa, na obtenção de Agendas 21 Locais, mostrando um caminho corporativo e inovador de participação democrática e genuinamente social, mas sem ser governo.

A ONG trabalha junto às comunidades escolhidas sem interferir nos seus processos naturais e de acordo com o documental distribuído. A vinculação operacional da ONG é feita com a sede. As atividades recebem orientação de um especialista em articulação comunitária, contratando como consultor para apoiar e orientar os trabalhos comunitários da ONG.

Segundo Amadeu Alves Ribeiro Filho, assistente técnico do projeto e responsável pela comunidade de Itapuã, Parque São Paulo – Itinga e Ilha de Maré, o projeto é dividido em cinco etapas: 1º - Sensibilização da comunidade; 2º - Pesquisa de campo; 3º - Diagnóstico sócio-ambiental; 4º - Reuniões temáticas e 5º - Fórum agenda 21 local.

“O projeto é muito sábio, de grande importância não só para nós, mas para todo o mundo. Agora existe uma dificuldade grande a compreensão das pessoas”, afirma Antonia Bispo Ribeiro, moradora do bairro Parque São Paulo – Itinga.

Para Selma de Jesus Souza, moradora do bairro de Ilha de Maré “o projeto é muito positivo porque abrange a comunidade como um todo, o que ta faltando é mais o apoio da Petrobrás”.